Renato da Cruz Costa, CEO da RC GROUP BR INC (Financial Group), sediada em Nova York, é acusado de enganar diversas startups no Brasil ao prometer investimentos e se apresentar como sócio. Ele cobrava por serviços fraudulentos como elaboração de planos de negócios, abertura de contas bancárias, incorporação nos EUA, fornecimento de endereços e outras facilidades. Estima-se que pelo menos 10 startups tenham sido enganadas; apenas cinco deram depoimentos públicos até agora.
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Quais fatores contribuíram para o sucesso do suposto golpe?
De acordo com os relatos das vítimas, o suposto esquema seguia um roteiro bem planejado. Um contato influente — empresário, consultor ou incubadora — apresentava Renato da Cruz Costa e entregava documentos que vítimas descrevem como falsificados, matérias que os editores posteriormente removeram e um histórico da RC GROUP BR INC que os lesados descrevem como fictício, para construir credibilidade.
Segundo as vítimas, após conquistar a confiança, Renato se apresentava como futuro sócio e teria exigido pagamentos antecipados para serviços descritos como “essenciais”, como planos de negócios, abertura de contas no exterior, endereços nos EUA, assessoria de imprensa e outros itens que, segundo os lesados, nunca foram entregues.
Quando os pagamentos eram realizados, o investimento prometido não se concretizava. Seguiam-se adiamentos, novas exigências e, por fim, prejuízos significativos relatados pelas startups que afirmam ter sido lesadas.